Meu fiasco no Boia-Cross

Oi Pessoal!

Prometi para vocês no post sobre Morretes que eu falaria sobre meu fiasco fazendo esse esporte radical chamado Boia-Cross, então ta aí o relato do meu mico! haha

Boia-cross

Foto: Reprodução/Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O que é Boia-Cross?

É a prática esportiva, que tem como finalidade descer em grandes boias redondas (câmeras de pneus de tratores ou caminhões) pelo leito dos rios em níveis de corredeiras leves e moderados, podendo ser praticado por todas as pessoas de acordo com a dose de emoção desejada.

Onde é feito?

Em Morretes, a diversão é feita no Rio Nhundiaquara.

Quanto tempo leva?

O percurso tem cerca de três quilômetros e costuma durar duas horas e meia.

O que preciso vestir?

É indicado estar de tênis para não machucar os pés nas pedras e manga comprida ajuda a proteger os braços. O uso dos equipamentos de segurança: capacete e colete salva-vidas são obrigatórios.

Onde conseguir os equipamentos?

Pousada Itupava: O aluguel custa R$25,00 por pessoa. No preço, também estão incluídos estacionamento, transporte até o local da descida, fornecimento capacete e colete salva-vidas. No final do passeio, os clientes ainda têm direito a banho quente.
Contato: (41) 3462-1925 ou http://www.itupava.com.br.
Pousada do Oasis: Também oferece o serviço de aluguel a R$25,00 por pessoa. Estão inclusos transporte e os equipamentos de segurança.
Contato: (41) 3462-1888 ou http://www.pousadadooasis.com.br.

Dicas:

  • A água do Rio Nhundiaquara vem da serra e vai para o mar. Por vir da serra, a água é beeeeeeem gelada, então é bom ir num dia de calor.
  • Cuidar também com a previsão do tempo, pois as vezes acontece de vir uma cabeça/tromba d’água e quando isso vem, o bagulho fica loco, o negocio arrasta tudo. Mas pelo que sei, isso é bem monitorado na cidade, então se eles sabem se vai ocorrer não devem liberar o boia-cross.
    Morretes

    Foto: Karen Peressuti / Férias pra Ontem

Meu relato:

Eu pratiquei o boia-cross há mil tempos atras, eu acho que eu tinha uns 12 anos, então já faz uns 12 anos, acho. Fui com um grupo de amigos que já tinham feito a descida do rio.

Nós fomos de carro, de Curitiba até Morretes em um fim de semana de manhã cedo. Alugamos os equipamentos em um local perto da ponte, no fim do trajeto. Uma Kombi nos levou até o inicio do trajeto e dali começamos.

Ah, as boias tem um barbante para segurar ou para por no braço para trechos com mais radicalidade e também para não perder a boia. O cara me deu uma com o fio curto, eu não conseguia segurar muito bem.

O percurso tem diversas diferenças:

  • Lugares onde é raso e você precisa ir andando;
  • Lugares onde é fundo e quase não tem correnteza;
  • Lugares onde tem bastante pedra e bastante água, formando assim uma corredeira;
  • Lugares onde é tudo misturado;

Esses amigos que foram junto, disseram que da outra vez, no percurso final, uma amiga deles caiu da boia e se ralou nas pedras. Eles apelidaram esse trecho de rola moça. Essa amiga deles falou que viu Jesus e que foi Ele que ajudou ela porque ela achou que alguém tinha puxado ela dali, porém não tinha ninguém perto (contando só para contextualizar).

Fiz a maior parte do percurso sossegada, claro sempre bate as pernas, os braços ou a bunda na pedras isso é normal. Eu me lembro de nem ter sentido tanto medo como eu sentiria se fizesse novamente hoje em dia.

Após tudo correr bem, chegamos no ultimo trecho do percurso, mais uns 100m acabaria. Esse trecho é a parte que mais tem corredeiras, tem bastante água, mas não é fundo e tem diversas pedras de diversos tamanhos. Ali estava bem divertido e tal. Me lembro da minha boia (eu junto) seguir ao lado da boia da minha irmã e a de um colega a frente. Esse colega passou por uma corredeirinha maior, minha irmã passou logo atrás dele e eu passei ao lado (era essa a intenção pelo menos). Aí é que tudo começou!

Os dois que passaram pelo mesmo lado foram tranquilos, eu que passei pelo lado deles, sei la que aconteceu, que eu caí da boia. Tipo, eu virei para baixo, virei 180º graus, fiquei em baixo da boia, bem loco. E como eu disse antes, o barbante da minha boia era curto e nesse momento eu perdi a boia pra ajudar… Eu tava de colete e boiava, não me afoguei em nenhum momento, mas naquela hora eu era a boia e fui batendo e milhares de pedras. Eu gritava: “SOCORRO! SOCORRO!” Umas meninas seguraram a boia pra mim e consegui entrar pelo meio e fiquei ali segurando. A correnteza ainda estava me arrastando e eu ali raspando a barriga, costela, perna e joelho nas pedras. Eu estava desesperada, não acabava nunca aquela ralação haha. Logo, parou aquele trechinho de corredeiras e ficou mais calmo só que eu não conseguia voltar para cima boia, estava tremendo e queria sair da água. Quando pareceu que alguém estava me puxando para a beirada, porém minha irmã e meus colegas não estavam ali perto, só quando eu cheguei na beira do rio é que eles conseguiram chegar perto de mim, então não tinha ninguém me puxando. Então eu vi Jesus! hahaha Eu caí no mesmo trecho do rola moça que a amiga deles tinha caído antes e vi Jesus igual ela! hahaha

Quando eu saí da água, estava todo mundo me olhando porque fiquei gritando SOCORRO feito uma desesperada e eu estava completamente ROXA por causa da raladas e batidas nas pedras. Dá vergonha só de lembrar!

No outro dia eu não estava tão roxa quanto na hora, mas a ponta dos ossos da costela, os ossinhos do quadril e os joelhos estavam pretos (um grau acima do roxo), morrendo de dor no corpo também e demorou um tempão para melhorar. haha

Hoje quando falam: “Vamos descer o rio de boia Karen?” Eu respondo: “Eu vou junto só para almoçar depois, mas eu nunca mais faço esse tal de boia-cross!”.

Boia-cross

Eu mostrando meus roxos e ralados – Foto: Arquivo pessoal

É isso aí gente! Espero que você tenham se divertido com a minha história. Comentem  o que vocês acharam!

 

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Fonte: Gazeta do Povo
Capa: Reprodução/Daniel Castellano/Gazeta do Povo

14 comentários sobre “Meu fiasco no Boia-Cross

  1. Haha estou rindo até agora só de ver a expressão no seu rosto. Quando estive em Morretes no início do ano quase fui mas estava “naqueles dias” e a moça disse que era melhor não ir. Imagina só com cólica e ainda cheia de roxos? Muito engraçado. Beijos, Érika =^.^=

    Curtido por 1 pessoa

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